Familiares de policial militar morto cobram esclarecimentos
A família do policial militar da reserva Janilto Batista Belém, morto a facadas, cobra justiça e celeridade no processo. O crime aconteceu há oito meses na região sul de Palmas. Para a filha do PM, Thais Rejane Carvalho, a dor e a saudade se misturam com a sensação de indignação.
“Um pai paciente, que educava a gente com palavras, que incentivava a estudar sempre, foi o que ele deixou para nós como lição de vida. Muitos sentimentos, muita saudade, muita tristeza, muita dor e, ao mesmo tempo, muita revolta, indignação. A família está sentindo o peso da perda dele, junto com essa sensação de impunidade”, contou em entrevista à TV Anhanguera.
Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsAppJanilto Batista foi assassinado em setembro de 2025, no Jardim Aureny IV. O crime teria acontecido em um bar da região. O corpo do policial foi encontrado próximo a um ponto de ônibus, a alguns metros do estabelecimento, com seis perfurações de faca.
Família cobra justiça pela morte do PM da reserva Janilto Batista Belém
Reprodução/TV Anhanguera
A Secretaria de Segurança Pública informou que o inquérito sobre a morte de Janilto Batista está em fase final de apuração e deve ser encaminhado ao Poder Judiciário em breve. As investigações são realizadas pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. A polícia ainda disse que, no momento, não é possível divulgar detalhes do caso para não comprometer o resultado da apuração.
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No dia do crime, o vigia de um posto de combustíveis chamou os policiais após avistar uma pessoa, aparentemente sem vida. O irmão, Janio Belém, relembra que o policial era uma pessoa tranquila e de família.
“Quero pelo menos Justiça. Botar na cadeia, pelo menos, para ele [suspeito] pagar um pouco, já que ele fez isso com o meu irmão. Não pode. Do nada ele vai matar para quê? Foi uma covardia grande demais. Matou um cara inocente, um cara de boa, um cara de família”.
Policial militar da reserva, Janilto Batista Belém, foi morto a facadas em setembro de 2025
Reprodução/TV Anhanguera
O policial ingressou na PM em 1993 e havia se aposentado há três anos como 1º Tenente. Na época, a polícia lamentou a morte do militar e afirmou que ele havia construído “uma trajetória marcada pela dedicação, compromisso e honra”.
“Meu irmão trabalhou 30 anos como policial militar e não carregava uma arma na cintura. Era uma pessoa humilde e morreu desse jeito. A gente fica revoltado. Morreu de graça”, contou o irmão Jairo Batista.
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Fonte: G1 Tocantins
