Michael B. Jordan, indicado a melhor ator por ‘Pecadores’, chega ao Oscar 2026
Daniel Cole/Reuters
Wagner Moura perdeu o Oscar 2026 de Melhor Ator pelo filme “O agente secreto” para Michael B. Jordan, de “Pecadores”. Pela primeira vez na história, um ator brasileiro concorreu na categoria.
Os indicados eram:
Wagner Moura, “O Agente Secreto”
Timothée Chalamet, “Marty Supreme”
Leonardo DiCaprio, “Uma batalha após a outra”
Ethan Hawke, “Blue Moon”
Michael B. Jordan, “Pecadores”
Além da indicação de melhor atuação masculina, o filme brasileiro concorreu em outras três categorias no Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004.
Assim que subiu ao palco, Michael B. Jordan procurou por seus pais na plateia e lembrou que seu pai viajou de Gana até Los Angeles para ver a premiação. “Obrigado a todos vocês por me apoiarem”, comentou. “Estou aqui diante de vocês e muitas pessoas vieram antes de mim, Sidney Poitier… Will Smith. Estar entre esses gigantes, obrigado.”
Qual a história de ‘Pecadores’?
Michael B. Jordan encara o desafio de interpretar os gêmeos Fumaça e Fuligem em uma Louisiana de 1932, onde o horror sobrenatural disputa espaço com a violência real da segregação racial. Sob a direção firme de Ryan Coogler, a trama foge do susto vazio ao ancorar o medo em uma comunidade negra que tenta prosperar através da música, transformando a abertura de um clube de blues no palco de uma luta sangrenta contra forças misteriosas.
O filme equilibra o peso histórico das leis Jim Crow com uma trilha sonora envolvente e um clima de suspense robusto, provando que as feridas sociais do passado conseguem ser tão aterrorizantes quanto as criaturas que espreitam na escuridão.
Qual a história de ‘O agente secreto’?
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
“O Agente Secreto” coloca Wagner Moura na pele de Marcelo, um professor que desembarca na capital pernambucana em pleno 1977 fugindo de ameaças em São Paulo para tentar reencontrar o filho.
O longa de Kleber Mendonça Filho é um thriller de atmosfera densa que acerta ao transformar o carnaval e a paisagem urbana em um cenário de vigilância e paranoia, funcionando como um jogo de gato e rato onde as lendas locais e o medo da ditadura se misturam, entregando uma obra que é, ao mesmo tempo, um drama familiar comovente e um suspense pop de tirar o fôlego.
Na edição do ano passado, “Ainda estou aqui” venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional. Foi a primeira estatueta conquistada pelo Brasil na história da premiação.
Fonte: G1 Entretenimento
